O Dólar (#USD) fechou a terça-feira (19/05) em forte alta, cotado a R$ 5,0405 (+0,84%). O movimento refletiu a busca por proteção diante da tensão entre Estados Unidos e Irã e da disparada dos rendimentos dos Treasuries. O título de 30 anos atingiu 5,19%, maior nível desde 2007, enquanto o de 10 anos avançou para 4,68%.
→ Commodities e Inflação:
O Petróleo Brent (#OILBRENT) sustentou preços acima de US$ 110, reacendendo preocupações inflacionárias globais. Esse ambiente reforçou a percepção de juros elevados por mais tempo nos EUA, fortalecendo o dólar internacionalmente.
→ Índices Globais:
O índice DXY (#DXY), que mede a força do dólar frente às principais moedas, avançou 0,11%, aos 99.300 pontos. A combinação de petróleo caro e juros altos impulsionou o fluxo para ativos considerados seguros.
→ Cenário Doméstico:
No Brasil, além da pressão externa, investidores monitoraram o cenário político. O levantamento AtlasIntel/Bloomberg mostrou aumento da rejeição a Flávio Bolsonaro e recuperação de Lula nas intenções de voto, ampliando a cautela no mercado de câmbio.
→ Mercado Futuro:
Na B3, os contratos de Dólar Futuro (#DOLFUT | #WDOFUT) acompanharam o movimento do mercado à vista, mas com valorização ainda mais consistente nos vencimentos longos. Isso indica que investidores seguem precificando volatilidade prolongada, juros altos nos EUA e maior sensibilidade do real ao cenário eleitoral.
Em resumo: O dólar ganhou força tanto pela tensão geopolítica quanto pelo ambiente político doméstico, reforçando a busca por proteção e elevando a percepção de risco no Brasil.

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