Dólar Sobe com Tensão entre EUA e Irã


O Dólar (#USD) encerrou a sexta-feira (15/05) em forte valorização de 1,63%, cotado a R$ 5,067, em um pregão marcado pela aversão global ao risco e pressão sobre moedas emergentes. Na semana, a moeda acumulou alta de 3,48%, embora ainda registre queda de 7,70% no acumulado de 2026.

→ Principais fatores de pressão:
  • Geopolítica: Impasse nas negociações entre EUA e Irã elevou tensões no Oriente Médio e impulsionou o petróleo Brent.
  • Inflação nos EUA: Dados mais fortes reforçaram apostas de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve.
  • Risco doméstico: Incertezas políticas e fiscais no Brasil ampliaram a volatilidade do real.

→ Cenário internacional:

O fortalecimento do dólar ocorreu em sintonia com a alta dos rendimentos dos Treasuries e da busca global por proteção. O índice DXY avançou, refletindo expectativa de juros elevados por mais tempo nos EUA. A moeda americana ganhou força frente a diversas divisas emergentes, como peso chileno, rand sul-africano e peso mexicano.

→ Ambiente interno:

O mercado acompanhou os desdobramentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, aumentando a percepção de risco fiscal e eleitoral. A leitura predominante é de que turbulências políticas dificultam o avanço do ajuste das contas públicas.

→ Mercado futuro:

Na B3, os contratos de dólar também subiram, mas com menor intensidade. O contrato de junho avançou 1,53%, a R$ 5,081, refletindo ajustes técnicos e expectativas sobre juros e inflação nos próximos meses. Operadores ampliaram posições defensivas, reforçando o tom cauteloso no câmbio futuro.

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