Ibovespa Fecha em Queda Pressionado por Juros Globais


O Ibovespa (#IBOV) encerrou a sexta-feira (15/05) em baixa de 0,61%, aos 177.283 pontos, pressionado pelo ambiente internacional de aversão ao risco e pela disparada das curvas de juros globais. O volume financeiro somou R$ 22,7 bilhões, ligeiramente abaixo da média dos últimos 50 pregões. No acumulado da semana, o índice recuou 3,71%, refletindo turbulência política doméstica e temores inflacionários persistentes.

No mercado futuro, o Contrato Futuro de Ibovespa acompanhou o movimento negativo, enquanto o Contrato Futuro de Dólar (#DOLFUT • #WDOFUT) avançou 1,53%, cotado a R$ 5,081, em linha com a valorização do câmbio à vista.

→ Cenário externo:

Os mercados globais reagiram a indicadores de inflação acima do esperado nos Estados Unidos e no Japão, o que intensificou a pressão sobre os juros. Em Wall Street, Dow Jones (#DJI), S&P 500 (#SPX) e Nasdaq 100 (#NDX) registraram quedas expressivas, acompanhando a disparada dos rendimentos das Treasuries. O salto dos yields japoneses de 30 anos ao maior nível desde 1999 e a crise política no Reino Unido ampliaram a aversão ao risco.

No campo geopolítico, a continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz impulsionou o petróleo Brent (#OILBRENT), reforçando preocupações inflacionárias globais.

→ Cenário doméstico:

No Brasil, investidores monitoraram os desdobramentos políticos envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além da expectativa por novas pesquisas eleitorais. No lado econômico, o volume de serviços em março cresceu abaixo do esperado, aumentando a cautela sobre o ritmo da atividade.

→ Destaques corporativos:
  • Cosan (#CSAN3): queda de 5,16%, após resultados trimestrais fracos e declarações do CEO sobre possível extinção da holding em até cinco anos.
  • Usiminas (#USIM5): recuo de 7,79%, liderando as perdas do índice.
  • Hapvida (#HAPV3): baixa de 6,11%, refletindo pressão sobre o setor de saúde.
  • Entre os maiores detratores também estiveram Itaú Unibanco (#ITUB4), -1,73%; Eneva (#ENEV3), -3,43%; e Sabesp (#SBSP3), -1,66%.
As ações mais negociadas foram Itaú, Vale (#VALE3) e Petrobras (#PETR4), refletindo o peso dos setores financeiro, mineração e petróleo no índice.

→ Juros futuros:

Os contratos de DI Futuro (#DI1) avançaram em toda a curva, com os vértices longos registrando altas de até 19 pontos-base. O movimento refletiu maior percepção de risco fiscal, pressão inflacionária internacional e fortalecimento do dólar. A inclinação da curva foi intensificada pelo avanço do Índice Dólar (#DXY) e pela valorização da paridade USD/BRL (#USDBRL).

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