O Dólar (#USD) voltou a fechar abaixo dos R$ 5,00 nesta segunda-feira (18/05), em meio ao alívio global após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento de um ataque militar contra o Irã.
A divisa americana recuou 1,34% frente ao real, cotada a R$ 4,9987, acumulando queda de 8,93% no ano. O movimento refletiu maior apetite por risco no exterior e desmontagem de posições defensivas ligadas às tensões no Oriente Médio.
→ Economia Interna:
No Brasil, o recuo foi acompanhado pela divulgação de dados mais fracos da atividade econômica. O IBC-Br caiu 0,7% em março, pior que a projeção de -0,2%. Apesar disso, analistas avaliam que há pouco espaço para cortes na Selic, diante da pressão inflacionária vinda da guerra no Oriente Médio e da alta persistente do petróleo Brent, negociado próximo de US$ 108 por barril.
→ Cenário Político:
Investidores também monitoraram os desdobramentos do caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, que reacendeu debates sobre o cenário eleitoral de outubro e seus impactos fiscais e cambiais.
→ Exterior:
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a moedas fortes, perdeu força após sinais de possível retomada diplomática entre Irã, Paquistão e EUA. Entre emergentes, a moeda americana caiu frente ao peso chileno e ao rand sul-africano, mas avançou contra a lira turca e a rupia indiana, mostrando seletividade no humor global.
→ B3:
Na bolsa brasileira, o contrato futuro de dólar com vencimento em junho (#DOLFUT | #WDOFUT) recuou 1,17%, a R$ 5,0150. A diferença em relação ao mercado à vista indica que parte dos investidores ainda mantém proteção cambial, atentos às incertezas sobre juros nos EUA, eleições no Brasil e volatilidade do petróleo.
→ Resumindo:
O dólar abaixo dos R$ 5,00 reflete alívio geopolítico e dados econômicos fracos, mas o mercado segue cauteloso diante de riscos fiscais, políticos e externos.

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