O Ibovespa (#IBOV) fechou a segunda-feira (18/05) em baixa de 0,17%, aos 176.975 pontos. O índice devolveu parte do apetite ao risco visto recentemente, mas conseguiu reduzir perdas no fim do pregão com a melhora dos futuros em Wall Street, após Donald Trump indicar o adiamento de um ataque ao Irã. O volume financeiro somou R$ 18 bilhões, abaixo da média dos últimos 50 pregões (R$ 22,3 bilhões), sinalizando cautela dos investidores.
💵 Câmbio e Juros:
O Dólar futuro recuou 1,03%, para R$ 5,022, acompanhando o enfraquecimento global do #DXY. Já os contratos de DI futuro tiveram forte alívio, com quedas de até 15 pontos-base nos vértices intermediários, refletindo menor aversão ao risco e a percepção de que o Banco Central manterá postura dura, mas sem necessidade imediata de novas altas agressivas da Selic.
🌍 Cenário Externo:
A tensão no Oriente Médio manteve o petróleo em patamares elevados, enquanto o fechamento do Estreito de Ormuz segue no radar. Nos EUA, #SP500 e #NDX100 encerraram sem direção única, com investidores atentos às Treasuries e aos resultados da #NVDA. Na China, dados fracos de produção industrial e vendas no varejo reforçaram temores de desaceleração, pressionando mineradoras e siderúrgicas ligadas ao minério de ferro.
📊 Economia Brasileira:
O IBC-Br caiu 0,7% em março, pior que o esperado, enquanto o Boletim Focus elevou projeções para inflação e Selic em 2026. A Secretaria de Política Econômica revisou para cima o IPCA, reforçando a leitura de juros altos por mais tempo — visão também destacada pelo Bank of America.
🏢 Destaques Corporativos:
- #CSNA3 e #CMIN3 despencaram 4,21% e 9,32%, respectivamente, pressionadas pelo recuo do minério e pela fraqueza da economia chinesa.
- #BRFS3 caiu 3,50%, afetada pela alta nos custos globais de energia e commodities agrícolas.
- #CPLE6 avançou 3,48% após o TCE-MG autorizar a continuidade do processo de privatização da Copasa.
- Entre os maiores detratores em pontos do índice estiveram #VALE3, #WEGE3 e #BBAS3.
👉 Em resumo: O pregão foi marcado por volatilidade global, cautela doméstica e pressões externas, com o dólar e os juros futuros trazendo algum alívio, mas o cenário segue desafiador para ativos ligados a commodities e consumo.

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