Wall Street Fecha em Queda com Juros na Máxima Anual


Os principais índices das bolsas de Nova York fecharam em forte queda na sexta-feira (15/05), pressionados pelo avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e pelo salto nos preços do petróleo. Embora tenham encerrado acima das mínimas do dia, o movimento refletiu o aumento do temor dos investidores em relação à trajetória dos juros nos Estados Unidos.

No fechamento, o Dow Jones (#DJI) caiu 1,07%, cotado a 49.526,17 pontos. O Nasdaq recuou 1,54%, aos 26.225,14 pontos, enquanto o S&P 500 registrou perda de 1,24%, aos 7.408,50 pontos. Com o resultado, o balanço semanal ficou praticamente estável: o S&P 500 subiu 0,1%, o Nasdaq recuou 0,1 e o Dow Jones acumulou baixa de 0,2%.

Analistas apontam que a liquidação também teve um componente de realização de lucros, após o S&P 500 e o Nasdaq renovarem máximas históricas recentemente.

→ Inflação e Treasuries no radar:

O principal motor do recuo foi a escalada dos rendimentos das notas de 10 anos dos EUA, que saltaram 13,4 pontos-base, atingindo 4,595% — o maior nível de fechamento em quase um ano.

Os bônus reagiram a dados recentes de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) acima do esperado. A ferramenta FedWatch, do CME Group, já reflete a mudança de humor: a probabilidade de o Federal Reserve elevar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual na última reunião de 2026 subiu para 38,9%, contra 13,7% na semana anterior.

→ Tecnologia liderar perdas; Petróleo salta com geopolítica:

O setor de tecnologia foi o mais castigado pela perspectiva de juros restritivos por mais tempo. Entre os semicondutores, o índice Philadelphia Semiconductor desabou 4%. As ações da Intel e da Micron Technology despencaram 6,6% e 6,2%, respectivamente, seguidas pela gigante Nvidia, que tombou 4,4%.

Do lado das commodities, o petróleo subiu forte após a cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping terminar com discursos amistosos, mas sem soluções práticas para o conflito entre EUA e Irã.
  • Petróleo Brent: Subiu mais de 3% (contratos de julho), fechando a US$ 109,26 o barril.
  • Petróleo WTI: Avançou mais de 4% (contratos de junho), encerrando a US$ 105,42 o barril.
O avanço da commodity ajudou a sustentar as petrolíferas, que, junto com empresas de software, figuraram entre as poucas altas do pregão. Em contrapartida, mineradoras de ouro e companhias aéreas registraram perdas expressivas — o índice NYSE Arca Airline caiu 4,4%.

→ Cenário Global: Bolsas da Europa e Ásia acompanham Nova York:

O clima de aversão ao risco foi global, contaminando as principais praças financeiras do mundo.

Na Europa, os principais mercados encerraram o dia em forte baixa. O índice DAX, da Alemanha, afundou 2,1%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, e o CAC 40, da França, recuaram 1,7% e 1,6%, respectivamente.

Na região Ásia-Pacífico, as bolsas fecharam majoritariamente em queda. O índice Shanghai Composite, da China, recuou 1%, enquanto o Nikkei 225, do Japão, caiu 2% e o Kospi, da Coreia do Sul, despencou 6,1%.

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