O #Ibovespa (#IBOV) encerrou a sexta-feira (17/07) em baixa de 0,06%, aos 173.714 pontos, após um pregão volátil marcado por alternância entre ganhos e perdas. O índice refletiu o tom negativo de Wall Street, pressionado pelo forte recuo das empresas de semicondutores e pelas dúvidas sobre os investimentos em Inteligência Artificial. No acumulado da semana, a queda foi de 2,33%.
💹 Juros e Cenário Doméstico:
A disparada do petróleo e o avanço dos rendimentos dos títulos norte-americanos pressionaram a curva de juros no Brasil, afetando bancos, consumo e ações de maior peso no índice. Apesar disso, o mercado segue apostando em corte de 0,25 ponto percentual da Selic em agosto. O ambiente político também pesou, com declarações sobre tarifas dos EUA e maior atenção ao cenário eleitoral.
🌍 Pressão Internacional:
Nos EUA, o índice de semicondutores da Bolsa da Filadélfia entrou em “bear market”, aumentando a cautela. A estreia do novo modelo de IA da chinesa Moonshot intensificou temores de concorrência tecnológica entre China e EUA. Além disso, o petróleo disparou diante do risco de escalada no conflito entre EUA e Irã, elevando a aversão ao risco global.
📊 Destaques Corporativos:
Entre as maiores altas, Vamos (#VAMO3) brilhou com prévia operacional acima das expectativas, mostrando crescimento de 10,1% da receita líquida no 2º trimestre. As petrolíferas também se destacaram: Petrobras (#PETR3 • #PETR$) e PRIO (#PRIO3) foram beneficiadas pela valorização do petróleo. Nas quedas, Vivara (#VIVA3), MRV (#MRVE3) e Direcional (#DIRR3) sofreram com a alta dos juros. Entre os principais detratores, Itaú Unibanco (#ITUB4), Itaúsa (#ITSA4) e B3 (#B3SA3) pesaram no índice.
🔎 Ações Mais Negociadas:
Petrobras, Vale (#VALE3) e Itaú Unibanco concentraram grande parte do volume financeiro, reforçando a busca por papéis de alta liquidez em um pregão de maior cautela.
📈 Mercado de Juros Futuros:
Os contratos de Depósitos Interfinanceiros (#DI1FUT) registraram forte movimentação, com altas de até 23,5 pontos-base nos vértices mais longos. Apesar da inclinação da curva, o mercado ainda precifica elevada probabilidade de corte da Selic, condicionado ao comportamento da inflação.

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