O Banco do Brasil (#BBAS3) assinou um contrato de até R$ 2,3 bilhões com os Correios para serviços postais pelos próximos cinco anos. O acordo inclui distribuição de cartões, talões de cheque, correspondências, envio de malotes entre agências e notificações oficiais, tanto no Brasil quanto no exterior.
📝 Contrato Sem Licitação:
A contratação foi direta, sem processo de licitação. O banco justificou a medida pela inviabilidade de concorrência, já que cerca de 97,84% dos serviços são exclusivos dos Correios. O objetivo é garantir a continuidade das operações e evitar perdas financeiras.
🔄 Histórico da Parceria:
O Banco do Brasil já mantinha contratos logísticos com os Correios, mas o último venceria em 10 de julho. Até 2019, a principal ligação era via Banco Postal, quando as agências dos Correios atuavam como correspondentes bancários. Desde então, a relação se restringia a contratos temporários.
📉 Correios em Crise:
O novo contrato surge em meio às dificuldades financeiras da estatal, que registrou prejuízo líquido de R$ 3,16 bilhões no 1º trimestre de 2026. Para se reestruturar, os Correios contrataram em dezembro um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a um consórcio formado por Itaú (#ITUB4), Bradesco (#BBDC4), Santander (#SANB11), Caixa Econômica Federal e o próprio Banco do Brasil, com vencimento em 2040 e garantia do Tesouro Nacional.
⚠️ Alerta do TCU:
O Tribunal de Contas da União (TCU) já havia apontado falhas técnicas nas análises do governo sobre a real capacidade dos Correios de gerar caixa para honrar dívidas de longo prazo.

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