A quarta-feira (03/06) foi marcada por forte aversão ao risco no mercado brasileiro. O Ibovespa (#IBOV) caiu 2,26%, fechando aos 170.257 pontos, na pior sessão em quase um mês. O volume financeiro somou R$ 20,9 bilhões, abaixo da média dos últimos pregões.
💹 Juros e Copom no Radar:
A disparada da curva de juros doméstica e as incertezas sobre os próximos passos do Copom pressionaram os ativos. As opções digitais da B3 passaram a precificar apenas 55,1% de chance de corte de 0,25 p.p. na Selic, contra 72,5% no dia anterior.
🌍 Cenário Externo Turbulento:
Nos EUA, o PMI de Serviços e o relatório ADP reforçaram a força da economia, aumentando apostas de manutenção dos juros pelo Fed. Já no Oriente Médio, tensões elevaram o petróleo Brent (#OILBRENT) para perto de US$ 98, ampliando preocupações inflacionárias. Na China, o minério de ferro recuou, pressionando empresas ligadas ao setor.
🏭 Dados Locais:
A Produção Industrial brasileira avançou 0,7% em abril, acima das expectativas, reforçando a percepção de atividade resiliente e reduzindo espaço para cortes adicionais da Selic.
📊 Destaques Corporativos:
- Raízen (#RAIZ4): Acordo com credores para plano de recuperação extrajudicial de R$ 65 bi.
- Altas: Minerva (#BEEF3), Equatorial (#EQTL3) e Petrobras (#PETR4 | #PETR3 | #PBR).
- Quedas: Azzas 2154 (#AZZA3), Hapvida (#HAPV3) e Cosan (#CSAN3).
- Mais negociadas: Vale (#VALE3 | #VALE), Itaú Unibanco (#ITUB4) e B3 (#B3SA3).
📈 Mercado de Juros:
Os contratos de DI Futuro (#DI1FUT) registraram forte abertura da curva, com altas de até 40 pontos-base nos vencimentos intermediários. O movimento refletiu dados mais fortes da economia e revisão das expectativas por grandes instituições, indicando juros elevados por mais tempo.

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