A Comissão de Valores Mobiliários (#CVM) decidiu suspender os registros de quatro companhias em recuperação judicial, retirando o direito de manter seus papéis no mercado regulado. A medida atinge a 2W Ecobank (#TWEN3), Cia Tecidos Santanense (#CTSA3 • #CTSA4), Rossi Residencial (#RSID3) e Teka Tecelagem (#TEKA3 • #TEKA4).
Segundo a autarquia, as empresas descumpriram há mais de um ano a obrigação de enviar informações periódicas exigidas pela Resolução CVM 80. Com isso, seus valores mobiliários não podem mais ser negociados em bolsa, balcão organizado ou não organizado. A suspensão não elimina responsabilidades anteriores de controladores e administradores.
🧵 Históricos Marcados por Crises:
Teka Tecelagem:
- Em recuperação desde 2012, chegou a ter a falência decretada em 2024, revertida pelo TJ-SC após recurso do fundo Alumni FIP.
- O fundo afastou a família fundadora e assumiu a gestão, firmando acordo para novo plano de recuperação, incluindo uso de imóveis da família para quitar dívidas trabalhistas.
Cia Tecidos Santanense:
- Controlada pela Coteminas (#CTNM3), que entrou em recuperação judicial em 2024 com passivo acima de R$ 2 bilhões.
- O plano prevê venda de ativos e até da tradicional fábrica de Itaúna (MG), patrimônio histórico da cidade.
🏗️ Rossi Residencial (#RSID3):
- Uma das pioneiras do setor imobiliário na bolsa, abriu capital em 1997.
- Entrou em recuperação judicial em 2022 com dívidas superiores a R$ 1 bilhão.
- A crise foi agravada por disputas societárias entre a família Rossi e o investidor Silvio Tini, que travaram sete arbitragens na CAM-B3.
- Recentemente, um acordo entre as partes busca destravar a reestruturação da companhia.
Esse movimento da CVM reforça a pressão sobre empresas que não cumprem suas obrigações de transparência, ao mesmo tempo em que expõe os desafios de reestruturação em setores tradicionais da economia brasileira.

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