Ibovespa Sobe 0,28% Impulsionado pelas Ações da Petrobras


O Ibovespa (#IBOV) fechou a quarta-feira (11/03) em alta de 0,28%, aos 183.969,35 pontos, mostrando resistência mesmo em um ambiente de cautela global. O volume financeiro foi de R$ 19,6 bilhões, abaixo da média recente, indicando postura mais seletiva dos investidores. A principal força de sustentação do índice veio da valorização das ações da Petrobras, enquanto o mercado também ajustou expectativas para a próxima decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom).

No cenário doméstico, dados do IBGE mostraram que as vendas no varejo cresceram 0,4% em janeiro, superando a expectativa de queda e acumulando alta anual de 2,8%, o décimo mês seguido de expansão. O resultado reforçou o debate sobre o ritmo de cortes da Taxa Selic.


No campo político, pesquisa da Genial/Quaest indicou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno presidencial, adicionando incerteza ao cenário local. No exterior, bolsas dos Estados Unidos tiveram viés negativo após declarações contraditórias de Donald Trump sobre o conflito no Oriente Médio. O U.S. Dollar Index (DXY) subiu 0,32%, refletindo maior busca por proteção, enquanto o Brent crude oil disparou mais de 5% diante de temores de impacto da guerra envolvendo o Irã no fornecimento global de energia.

Entre as empresas, a Petrobras liderou os ganhos acompanhando a alta do petróleo, com ações preferenciais subindo 4,36% e ordinárias 4,89%. A Cury Construtora e Incorporadora também se destacou entre as maiores altas, com avanço de 4,13%.


Na ponta negativa, a Raízen caiu 5,77% após solicitar recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas. Já o Banco do Brasil subiu 0,80%, refletindo o interesse seletivo por grandes bancos e empresas ligadas a commodities.

No mercado de juros da B3, os contratos futuros de DI avançaram em toda a curva, com altas de até 11 pontos-base, indicando que parte do mercado passou a prever menos espaço para cortes agressivos da Selic. Nas opções digitais da bolsa, a probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom subiu para 52%, enquanto a chance de redução de 0,50 ponto caiu para 39%, refletindo ajustes nas expectativas diante de sinais de economia mais aquecida.

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