O Dólar voltou a quebrar recordes diante do real nesta segunda-feira (09/12), mais uma vez embalado pelo risco fiscal e pela desancoragem das expectativas de inflação. Os investidores ficaram preocupados hoje especialmente com o fato de o ministro Flávio Dino (STF) ter rejeitado o pedido da AGU para rever sua decisão sobre as emendas parlamentares.
O tema deve azedar ainda mais a relação entre Executivo e Congresso, em um momento de pautas delicadas e urgência do governo para aprovação da regulamentação da reforma tributária e do pacote de cortes de gastos. Há pouco, o presidente Lula chamou os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, para uma reunião justamente para tratar desse problema.
O mercado também está dobrando a aposta em um choque de 1 pp na Selic pelo Copom na próxima quarta. O boletim Focus de hoje mostrou nova piora nas expectativas de inflação, com o IPCA de 2025 estourando o teto da meta. A alta da moeda americana foi limitada pelo ambiente favorável às commodities, após a China sinalizar disposição de adotar novos estímulos à economia local.
O Dólar (#USD) fechou em alta de 0,20%, a R$ 6,0829, após oscilar entre R$ 6,0376 e R$ 6,0898.

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