O Dólar encerrou a segunda-feira (09/03) em forte queda no Brasil, depois de subir nas primeiras horas do dia. A moeda chegou a ultrapassar R$ 5,28 na abertura, pressionada pela aversão ao risco causada pelas tensões no Oriente Médio. Ao longo do pregão, porém, o movimento perdeu força e se inverteu. No fechamento, o Dólar (#USD) à vista caiu 1,45%, cotado a R$ 5,1655. Com o resultado, a moeda norte-americana acumula desvalorização de 5,89% frente ao real em 2026.
A queda foi influenciada principalmente pelo comportamento dos participantes do mercado. Exportadores aproveitaram a alta inicial para vender dólares e trazer recursos para o país, enquanto investidores que apostavam na valorização da moeda passaram a encerrar posições para garantir lucros. O fluxo comercial positivo também ajudou a pressionar a cotação para baixo. Durante a sessão, o Banco Central vendeu 50 mil contratos de swap cambial em operação de rolagem, medida que ajudou a dar liquidez ao mercado e reduzir oscilações mais fortes.
No exterior, o dólar também perdeu força após sinais de possível redução das tensões geopolíticas. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que a guerra no Oriente Médio estaria “praticamente concluída”, diminuíram a busca global por ativos considerados mais seguros. Como resultado, o índice U.S. Dollar Index (DXY), que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, caiu 0,68% no fim da tarde, para 98,869 pontos. O cenário favoreceu moedas de países emergentes, como o real.
Na bolsa brasileira, os contratos de Dólar Futuro (DOLFUT - WDOFUT) acompanharam a mudança de direção da moeda ao longo do dia. Os vencimentos mais próximos recuaram junto com o dólar à vista, com investidores reduzindo apostas na alta. Já os contratos mais longos tiveram variações menores, indicando cautela do mercado em relação aos próximos meses, diante de riscos externos e geopolíticos que ainda podem voltar a pressionar o câmbio.

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