Ibovespa Fecha em Alta de 0,86%


A bolsa brasileira fechou em alta nesta segunda-feira (09/03), após um dia de oscilações e mudanças no humor dos investidores. O Ibovespa (#IBOV) avançou 0,86% e terminou aos 180.915,36 pontos, perto da máxima do pregão. O volume financeiro foi de R$ 28,7 bilhões, acima da média dos últimos 50 pregões, indicando maior atividade no mercado.

A recuperação ganhou força durante a tarde, acompanhando a melhora do cenário internacional. Investidores reagiram a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o conflito no Oriente Médio pode estar próximo de uma redução das tensões.

A sinalização ajudou a aliviar preocupações com o mercado de energia. O preço do Petróleo Brent, que chegou a se aproximar de US$ 120 por barril no domingo, recuou para perto de US$ 92 ao longo do dia, reduzindo temores de pressão inflacionária global. O movimento também favoreceu as bolsas americanas, como o S&P 500, o Dow Jones Industrial Average e o Nasdaq Composite.

No câmbio, o Dólar futuro também caiu, refletindo o maior apetite por risco. A moeda americana recuou 1,72%, para R$ 5,198, enquanto o U.S. Dollar Index (DXY) avançou levemente para 98,87 pontos frente a outras moedas internacionais.

Gráfico diário do Ibovespa (#IBOV)

Entre as empresas, companhias dos setores de energia e infraestrutura lideraram os ganhos. As maiores altas do dia foram:

• Azzas 2154 (AZZA3): +5,38%
• Eneva (ENEV3): +4,98%
• CPFL Energia (CPFE3): +3,73%

A Azzas 2154 atua no varejo de moda e lifestyle, reunindo diversas marcas do setor. Já a Eneva é uma empresa integrada de energia, com atuação em geração térmica e exploração de gás natural. A CPFL Energia é um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro, com forte presença em geração e distribuição. As ações da Petrobras também tiveram grande volume de negociação e ajudaram a sustentar o avanço do índice.

No mercado de renda fixa, os juros futuros recuaram em toda a curva. Os contratos de DI chegaram a cair até 18 pontos-base, refletindo a melhora do cenário externo e a queda das expectativas de inflação ligada aos preços de energia. Os prazos mais curtos tiveram recuo moderado, enquanto os vencimentos intermediários e longos registraram quedas mais fortes.

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