Ibovespa Fecha em Queda e Registra a Pior Semana desde 2022


O Ibovespa (#IBOV) encerrou o pregão de sexta-feira (06/03) em queda de 0,61%, aos 179.364,82 pontos, em meio a um cenário de maior cautela dos investidores diante da escalada das tensões geopolíticas e da volatilidade nas commodities. 

O volume financeiro atingiu R$ 24,7 bilhões, acima da média recente, indicando participação relevante do mercado mesmo em um ambiente mais defensivo. Na semana, o índice acumulou queda de 4,99%, o pior desempenho desde novembro de 2022.

→ Tensão no Oriente Médio:

O mercado global reagiu ao agravamento do conflito no Oriente Médio. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã elevaram a percepção de risco. Além disso, o Petróleo Brent disparou 7,87%, para US$ 92,13 por barril, acumulando forte alta na semana, impulsionado por relatos de bloqueio no Estreito de Ormuz e queda na produção no Kuwait.

→ Indicadores Econômicos:

No Brasil, a produção industrial cresceu 1,8% em relação ao mês anterior, acima das projeções, aumentando o debate sobre o ritmo de cortes da taxa Selic. Já nos EUA, o relatório de emprego (Payroll) mais fraco que o esperado pressionou os rendimentos dos Treasuries e contribuiu para a queda do Dollar Index. No cenário doméstico, ruídos políticos envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e ministros do Supremo Tribunal Federal também aumentaram a cautela do mercado.

→ Destaques negativos do pregão:

Entre as maiores quedas do índice estiveram:
• Embraer (#EMBR3): -8,05%
• Vamos (#VAMO3): -7,24%
• Raízen (#RAIZ4): -6,78%

Entre as blue chips, também pesaram:
• Vale (#VALE3): -2,99%
• Itaú Unibanco (#ITUB4): -1,33%

→ Fluxo em ações de grande liquidez:

Mesmo com a queda do índice, o fluxo permaneceu concentrado em empresas de grande liquidez, como Petrobras (#PETR3 • #PETR4), além de Vale e Itaú. A Petrobras ajudou a reduzir parte das perdas após divulgar resultados considerados sólidos e indicar a possibilidade de dividendos extraordinários no futuro.
 
→ Juros futuros sobem:

Na B3, os contratos de DI futuro registraram forte alta, chegando a subir até 26,5 pontos-base em alguns prazos. O movimento refletiu preocupações com inflação, impulsionadas pela alta do petróleo e por dados domésticos mais fortes, além de incertezas fiscais e geopolíticas que elevaram o prêmio de risco exigido pelos investidores.

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