O Dólar (#USD) encerrou a quinta-feira (05/03) em forte alta no mercado brasileiro, refletindo um movimento de busca global por proteção. A moeda avançou 1,33%, fechando cotada a R$ 5,2879, após um dia marcado por volatilidade no mercado de câmbio.
Apesar da valorização no pregão, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 3,66% no ano, indicando que o movimento do dia esteve mais ligado ao cenário externo do que a fatores domésticos.
No Brasil, o câmbio acompanhou principalmente o ambiente externo mais tenso, mas também refletiu uma postura mais cautelosa dos investidores ao longo da sessão. A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã aumentou a aversão ao risco nos mercados globais, movimento que costuma fortalecer o dólar frente a moedas emergentes, como o real. Durante o pregão, operadores monitoraram relatos de interceptação de mísseis e drones iranianos na região e advertências mais duras do governo iraniano contra Washington. Esse ambiente de incerteza elevou a procura por ativos considerados seguros e ampliou a pressão de alta sobre o dólar no mercado brasileiro.
No exterior, o dólar ganhou força em meio à crescente tensão geopolítica no Oriente Médio, que levou investidores a priorizar ativos de proteção. O conflito armado entre Estados Unidos e Irã entrou no sexto dia sem sinais claros de desescalada, aumentando preocupações sobre possíveis impactos na segurança regional e na economia global. Durante a quinta-feira, Israel realizou novos ataques contra Teerã, enquanto mísseis disparados pelo Irã levaram milhões de israelenses a buscar abrigo. O cenário de risco sustentou a valorização do U.S. Dollar Index (DXY), reforçando o fortalecimento da moeda norte-americana frente a diversas divisas globais.
Na B3, o mercado de derivativos também refletiu a valorização da moeda norte-americana, embora com intensidade um pouco menor que no mercado à vista. O contrato futuro de dólar com vencimento em abril, o mais líquido da sessão, subia 1,01% às 17h02, negociado a R$ 5,3230. A diferença entre a alta de 1,01% no futuro e o avanço de 1,33% no dólar à vista indica que parte dos investidores ainda interpreta o movimento como influenciado por fatores momentâneos de risco global. Ainda assim, o patamar mais elevado dos contratos futuros em relação ao preço à vista sugere que o mercado continua embutindo um prêmio de risco cambial para os próximos meses.

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