O Ibovespa (#IBOV) encerrou o pregão desta quinta-feira (05/03) em forte queda, refletindo o clima de aversão ao risco que tomou conta da bolsa brasileira diante do agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O principal índice acionário brasileiro caiu 2,64%, aos 180.463,84 pontos, pressionado principalmente por blue chips, enquanto o volume financeiro somou R$ 24,8 bilhões, acima da média móvel de 50 pregões, de R$ 21,5 bilhões.
O humor negativo também foi percebido ao longo da sessão no contrato futuro de Ibovespa negociado na B3, que antecipou parte das perdas do índice à vista, acompanhando o movimento global de busca por proteção em meio às preocupações com um possível choque de oferta no mercado de energia caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.
O movimento negativo da bolsa brasileira foi impulsionado principalmente pela deterioração do cenário externo. O mercado reagiu ao aumento das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, que elevou o risco de uma disrupção no fornecimento global de energia.
Nesse contexto, o preço do Petróleo Brent avançou 3,78%, para US$ 84,53 por barril. O temor de inflação global mais persistente também pressionou os rendimentos dos Treasuries, reforçando a percepção de que o Federal Reserve pode ter menos espaço para cortar juros nos próximos meses.
No Brasil, o discurso cauteloso e considerado “hawkish” do diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil, Nilton David, aumentou o estresse nos mercados de renda fixa. Indicadores domésticos ficaram em segundo plano, como a PNAD Contínua, que mostrou taxa de desocupação de 5,4% no trimestre móvel até janeiro, e o superávit de US$ 4,21 bilhões na balança comercial de fevereiro.

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