Os Estados Unidos registraram queda inesperada no número de empregos em fevereiro, com redução de 92 mil vagas, influenciada por uma greve no setor de saúde e pelo inverno rigoroso. Em janeiro, haviam sido criados 126 mil postos (revisados para baixo). Economistas esperavam abertura de cerca de 59 mil vagas.
A greve envolveu cerca de 31 mil trabalhadores da Kaiser Permanente, e o mau clima também prejudicou a atividade. Além disso, o resultado fraco pode refletir o desempenho excepcional de janeiro, que foi impulsionado por ajustes metodológicos nas estimativas do governo sobre abertura e fechamento de empresas.
O mercado de trabalho vem desacelerando após turbulências em 2025, associadas à incerteza econômica causada pelas políticas tarifárias do presidente Donald Trump. Embora algumas tarifas tenham sido derrubadas pela Suprema Corte, o governo reagiu criando uma tarifa global de 10%, depois elevada para 15%. A política de restrição à imigração também reduziu a oferta de trabalhadores.
A taxa de desemprego subiu de 4,3% para 4,4%, mas ainda é considerada baixa historicamente. Economistas dizem que só haveria maior preocupação se ultrapassasse 4,5%.
No cenário externo, a guerra no Oriente Médio tem pressionado os preços, com aumento da gasolina após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, que respondeu militarmente, ampliando o conflito.
Diante dessas incertezas e do risco de inflação, o Federal Reserve deve manter os juros entre 3,50% e 3,75% na próxima reunião de política monetária, marcada para 17 e 18 de março.

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