Ibovespa Sobe com Fluxo Estrangeiro e Política no Radar


O Ibovespa (#IBOV) encerrou a sessão desta quarta-feira (25/03) em alta de 1,60%, aos 185.424,28 pontos, acompanhando o tom positivo dos mercados globais em meio ao maior apetite por risco. O volume financeiro somou R$ 20,7 bilhões, abaixo da média dos últimos 50 pregões (R$ 23,5 bilhões), sinalizando seletividade dos investidores.

O contrato futuro do índice (#INDFUT • #WINFUT) também avançou, reforçando a liquidez no mercado derivativo. O movimento foi sustentado pelo cenário internacional, com os índices norte-americanos Dow Jones (#DJI), S&P 500 (#SP500) e Nasdaq 100 (#NDX) em alta, além da queda nos rendimentos dos Treasuries, que favoreceu ativos de risco e ampliou o fluxo para emergentes.

No radar geopolítico, sinais contraditórios sobre negociações entre EUA e Irã influenciaram o petróleo, enquanto na China a queda do minério de ferro refletiu preocupações com restrições à produção siderúrgica. No Brasil, a pesquisa eleitoral indicando empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro aumentou a sensibilidade política, enquanto o fluxo cambial negativo e discussões sobre crédito rotativo adicionaram cautela. Por outro lado, o ingresso de capital estrangeiro, com saldo positivo de R$ 464 milhões no dia e R$ 47,5 bilhões no acumulado do ano, sustentou o índice.

Entre os destaques corporativos, Vale (#VALE3) subiu 1,86%, B3 (#B3SA3) avançou 3,57% e Itaú Unibanco (#ITUB4) ganhou 1,32%. As maiores altas percentuais foram registradas por MRV (#MRVE3), com 7,49%, Brava Energia (#BRAV3), com 6,05%, e Hapvida (#HAPV3), com 4,69%.

No mercado de juros futuros (#DI1FUT), a curva apresentou comportamento misto: os vértices curtos recuaram até 4,5 pontos-base, acompanhando o alívio externo, enquanto os longos avançaram até 2,0 pontos-base, refletindo cautela com o cenário fiscal e político doméstico. O resultado reforça a dualidade entre otimismo internacional e incertezas internas.

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