As principais bolsas da Europa encerraram a sexta-feira (13/03) em queda, pressionadas pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e por novos riscos de conflito comercial envolvendo os Estados Unidos. O cenário elevou a cautela dos investidores e reduziu o apetite por ativos de risco, diante do temor de impactos na inflação e no crescimento global.
O clima de incerteza se intensificou após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a condução da guerra no Oriente Médio, aumentando as preocupações com um possível prolongamento do conflito e seus efeitos sobre os preços de energia e as cadeias globais de suprimentos. Ao mesmo tempo, o anúncio de uma nova investigação comercial norte-americana contra a União Europeia, o Reino Unido e outros países elevou o risco de novas tarifas e de escalada nas tensões comerciais.
Nesse ambiente mais defensivo, os principais índices europeus fecharam no negativo. O FTSE 100 caiu 0,43%, o DAX recuou 0,65% e o CAC 40 perdeu 0,91%. Já o FTSE MIB teve baixa de 0,31%, enquanto o PSI 20 caiu 0,09%.
Entre os setores, os bancos lideraram as perdas, refletindo preocupações com o crescimento econômico. Papéis do Deutsche Bank, Santander e UniCredit recuaram. Já o setor de energia avançou, impulsionado pela alta do petróleo, beneficiando empresas como Shell e BP.
Entre os destaques positivos, a fabricante holandesa BE Semiconductor Industries subiu mais de 7% após rumores de possível aquisição, enquanto a ASML Holding terminou próxima da estabilidade.
No câmbio, o #Euro perdeu força frente ao #Dólar, com o par EUR/USD caindo cerca de 0,67%, refletindo a busca global por ativos considerados mais seguros em meio ao aumento das incertezas.

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