Ibovespa Despenca com Tensão no Oriente Médio


O Ibovespa (#IBOV) fechou esta quinta-feira (12/03) em forte queda de 2,55%, aos 179.284,49 pontos, em um pregão marcado por aversão ao risco no Brasil e no exterior. O volume negociado somou R$ 27,2 bilhões, acima da média recente, indicando vendas intensas com alta liquidez. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa também caiu, refletindo a postura mais defensiva dos investidores.

No cenário internacional, o humor negativo foi influenciado pela escalada das tensões no Oriente Médio, após declarações do aiatolá Mojtaba Khamenei. O aumento do risco geopolítico elevou o petróleo Brent em mais de 10% e ampliou preocupações sobre o fluxo de energia pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial. Ao mesmo tempo, o U.S. Dollar Index (DXY) subiu para 99,71 pontos, fortalecendo o dólar e pressionando moedas emergentes.

No Brasil, o mercado reagiu mal às medidas do governo para combustíveis, como a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel, compensada por uma taxa de 12% sobre exportações de petróleo bruto, além de uma subvenção de R$ 0,32 por litro de diesel para produtores e importadores. As iniciativas aumentaram preocupações fiscais e possíveis distorções no setor de energia.


Outro fator de pressão foi o IPCA de fevereiro mais forte, que reduziu as apostas de cortes maiores na taxa Selic, elevando a expectativa de redução de apenas 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom.

Entre as maiores quedas do dia destacaram-se:
  • Yduqs (YDUQ3): −14,83%
  • CSN (CSNA3): −14,45%
  • Embraer (EMBR3): −11,01%

O Itaú Unibanco também recuou 2,73%, pressionando o setor bancário. Já entre as ações mais negociadas estiveram Petrobras (#PETR3 • #PETR4), Itaú Unibanco (#ITUB4) e Vale (#VALE3).

Na renda fixa, os juros futuros (DI) fecharam com forte abertura da curva, com altas de até 25 pontos-base ao longo dos prazos. O movimento refletiu preocupações com inflação após o IPCA, incertezas fiscais ligadas às medidas sobre combustíveis e a reavaliação das expectativas para a próxima decisão do Copom, sinalizando um ambiente de maior cautela entre os investidores.

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