O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira (04/03), em pregão de ajustes após tombo na véspera, em dia de trégua na aversão a risco global, mas com o conflito no Oriente Médio e seus potenciais reflexos na economia mundial ainda no radar.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa (#IBOV) avançou 1,24%, a 185.366,44 pontos, após chegar a 186.306,18 pontos na máxima e marcar 183.110,02 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somou R$ 27,3 bilhões.
Na véspera, o Ibovespa caiu mais de 3%, sofrendo com a fuga de ativos de risco desencadeada pelo agravamento da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito ainda não mostra sinais de arrefecimento, mas os mercados acionários experimentaram uma trégua no movimento vendedor nesta quarta-feira, com Wall Street e pregões europeus fechando no azul.
O barril de petróleo sob o contrato Brent teve uma sessão de oscilações modestas e fechou estável.
O New York Times publicou nesta quarta-feira que agentes do Ministério da Inteligência do Irã sinalizaram à Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) abertura para negociações sobre o fim da guerra, o que trouxe algum alento.
Mas a própria reportagem acrescentou que autoridades em Washington estão céticas quanto à possibilidade de o Irã ou o governo do presidente Donald Trump estarem realmente dispostos a uma “saída”, pelo menos no curto prazo.
Na visão do superintendente da Necton/BTG Pactual, Marco Tulli Siqueira, o Ibovespa teve uma sessão de ajuste após a queda “exagerada” da véspera. Mas, acrescentou, ainda há um clima de incerteza, principalmente sobre o preço do petróleo.

Postar um comentário