O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta terça-feira (10/02), após trocar de sinal algumas vezes durante o pregão e encostar nos 187 mil pontos na máxima do dia, com Eneva capitaneando as perdas diante da frustração de agentes financeiros com preços-teto aprovados pela Aneel para leilão de potência.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa (#IBOV) recuou 0,17%, a 185.929,33 pontos, após marcar 186.959,29 pontos no melhor momento e 185.083,14 pontos na mínima da sessão. Na véspera, o índice havia renovado recorde de fechamento, a 186.241,15 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$ 28,25 bilhões.
Na visão do analista Rafael Minotto, da Ciano Investimentos, é muito natural um movimento “mais lateral” no mercado, com investidores embolsando lucros, após o Ibovespa renovar recordes nominais em vários pregões neste ano, sustentado principalmente pelo fluxo de estrangeiros para a bolsa paulista.
Desde o começo do ano, foram dez recordes nominais considerando o fechamento. No intradia, o Ibovespa chegou a trabalhar acima dos 187 mil pontos no dia 3 de fevereiro.
Minotto acredita que o Ibovespa ficará “lateralizado, até caindo um pouco”, mesmo com notícias boas, em meio à realização de lucros, para manter a tendência de alta.
Nesta terça-feira, números sobre o comportamento dos preços ao consumidor no Brasil ocuparam as atenções, com o IPCA apurando elevação de 0,33% em janeiro e de 4,44% em 12 meses, segundo dados do IBGE, em resultados em linha com as expectativas de economistas.
“O resultado do IPCA não altera nossa avaliação para a inflação nem para a condução da política monetária”, afirmou a economista Mariana Rodrigues, da SulAmérica Investimentos, reiterando projeção de IPCA em 4,1% para 2026 e de Selic em 13%.
A Eneva (#ENEV3) desabou 9,66%, após a Aneel aprovar edital do principal leilão deste ano destinado a reforçar a segurança do setor elétrico brasileiro, incluindo preços-teto para contratação de usinas termelétricas muito abaixo dos previstos pelo mercado. No pior momento, perdeu mais de 19%. O BTG Pactual (#BPAC11), que detém 25,47% da Eneva, caiu 2,09%.

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