Ibovespa Sobe 1,8%, Novo Recorde de Fechamento


O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (09/02), terminando o dia acima dos 186 mil pontos pela primeira vez, em movimento puxado pelas blue chips Itaú Unibanco (#ITUB4), Vale (#VALE3) e Petrobras (#PETR4), e endossado por Wall Street.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa (#IBOV) subiu 1,8%, a 186.241,15 pontos, novo recorde para fechamento, tendo marcado 186.460,08 pontos na máxima e 182.950,20 pontos na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$ 27,83 bilhões.

Dados da B3 continuam mostrando fluxo de estrangeiros para as ações brasileiras, com saldo positivo em R$ 2,9 bilhões em fevereiro até o dia 5, após entrada líquida de R$ 26,3 bilhões em janeiro. Em 2025, o saldo somou quase R$ 27,66 bilhões.

“Esses ingressos têm sido um dos principais vetores do ‘re-rating’ do mercado e da melhora de desempenho”, afirmou a responsável pela análise das empresas brasileiras cobertas pelo Santander, Aline de Souza Cardoso, em relatório a clientes. Ela destacou que esse movimento ocorre em um contexto mais amplo de realocação de portfólios globais.

“Após vários anos de elevada concentração em mercados desenvolvidos — especialmente em ações dos EUA — as condições passam a se mostrar cada vez mais favoráveis, em nossa visão, para uma rotação gradual em direção aos mercados emergentes.”

Nesta sessão, Wall Street também corroborou o viés positivo no pregão brasileiro, com o S&P, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subindo 0,47%.

No radar local, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que a palavra-chave deste momento do ciclo de política monetária é “calibragem” e que é necessário reconhecer que há melhora em dados de inflação corrente e nas expectativas.

De acordo com o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, o discurso de Galípolo “reforçou o início do ciclo de cortes, mas reforçou prudência nos movimentos. A fala ajudou na queda das taxas dos DI's na sessão.

A semana também começou com emissão de dívida pelo Brasil no mercado externo. O país captou US$ 3,5 bilhões com um papel com vencimento em 2036 e US$ 1,0 bilhão com a reabertura de um título de 30 anos, o Global 2056.

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